Você terminou um namoro recentemente. Não que você esteja feliz com isso, mas não estava dando certo mesmo. Há 15 dias você tenta restabelecer uma nova rotina, sem muito sucesso. Ainda saindo com alguns casais, você não se diverte o bastante.
Terceira semana sem ela, surge na cidade uma festa open bar tradicional, daquelas que todo mundo vai e todo mundo se acaba. Animação geral, contagiante. Você começa a recrutar amigos solteiros porque essa você não pode perder.
Expectativa crescendo, você não agüenta mais trabalhar durante a semana. Já esta à perigo, riscando os dias que faltam no calendário.
Chega o dia, é sábado à noite. A festa ta animada, bebida a vontade, como deveria ser.
O tempo passa, o tempo voa, e você que já bebeu demais, percebe que se perdeu dos seus amigos. Numa tentativa desesperada de achá-los – já que obviamente ninguém percebe o celular tocando – você, bêbado, sobe numa cadeira e olha ao redor.
Como já dizia a sabedoria popular, quem procura acha, mas nem sempre o que quer. Na sua busca por companhia você encontra sua ex, com outro.
Você finge que não ta nem ai, cumprimenta os dois, educado como manda a etiqueta. E menino, como manda o manual-de-qualquer-homem, sai de perto dos dois com um ciúme descomunal e se pega com as primeiras “periguetes” que aparece na sua frente.
Bebendo com raiva e beijando como se fosse o carnaval em Salvador, você vai perdendo os sentidos. Sua fala já está comprometida e você passa do estágio de raiva para o de aceitação. Acha um de seus amigos, e começa a chorar. Diz que ama ela, que ela era a mulher de sua vida, que as pessoas só dão valor as coisas quando as perde.
Seu amigo tenta te consolar e só ganha um vômito no pé como troco. Vômitos, além de serem embaraçosos, têm como efeito colateral te fazer se sentir melhor.
Você melhora, se recompõe e começa a beber de novo. Você já se esqueceu do encontro com sua ex, e agora ta dançando como John Travolta nos embalos de sábado à noite. Meio que sem querer você fica com outra garota, a terceira da noite (apesar de você não ter consciência de que é a terceira. As duas periguetes já não fazem parte de suas memórias, talvez nunca mais apareçam nela). Só que dessa vez a menina é bonita, atraente – pelo menos você tem certeza disso.
Você propõe à garota para irem embora. Ela aceita e diz que ta de carro, o que soa como poesia. Bêbado, você se sente um GPS humano e dita o caminho, apesar da fluência verbal afetada. Melhor motel da cidade, você é um bêbado rico.
Lá no quarto, você não consegue fazer muita coisa. Sem muita coordenação motora, desiste de cada posição depois de trinta segundos. Faz um papai e mamãe para terminar o serviço e decide que a banheira está convidativa.
Liga a banheira, tapa o ralo e deixa lá enchendo. Volta pra cama e conversa com sua musa. Sem querer, você acaba dormindo.
Sem ter muita certeza de quanto tempo cochilou, ela te acorda dizendo que a banheira já está transbordando. Você já está desnorteado, demorou três segundos pra perceber onde estava. Se levanta da cama, a banheira realmente está transbordando.
Com o passo bambo, você reza pra nossa-senhora-da-bicicletinha pra te dar equilíbrio. Mas Nossa senhora fulerou contigo e a queda foi certa. Tinha tudo pra dar errado mesmo.
A queda deve ter sido bonita. Cabeça – chão, sem escalas. E o sangue toma conta do ambiente… É até romântico, o vermelho agora é a cor da sua relação com ela, paixão à primeira vista.
Ela com cuidado descomunal, tenta estancar o corte, sem sucesso. Você pergunta se ela é médica, ela diz que é enfermeira. Tudo bem, não é a mesma coisa, mas dá fetiche.
Ela decide que você tem que ir ao hospital, você diz que não, mas se dá conta de que ela sabe do que ta falando.
No carro, dorme imediatamente e já acorda no hospital. Tira a carteira, entrega pra ela fazer a documentação e vai direto pra uma maca dormir. Acorda com ela te balançando mais uma vez, e se dá conta que esse ato já ta virando rotina. Você levou pontos na cabeça e quando passa a mão pra sentir o estrago, percebe que parte do cabelo está raspado, o que não é nada bom.
Ela mora só e te leva pra casa, você já tá meio desligado de tudo que ta acontecendo à sua volta e tudo fica preto.
Você acorda. Dessa vez por si só. Não tem noção de onde está e muito menos de que horas são. Está sozinho num quarto, de cueca. Se estica todo pra alcançar o celular na banca de cabeceira. Já passam das 14h.
Flashes vão passando na sua cabeça aos poucos. Você tem múltiplas ressacas. Moral, física e pontos na cabeça. Agora você já se lembra da parte relevante da coisa. Pelo menos já imagina onde está.
Apesar de tudo, você ri internamente de si mesmo. Gargalha, na verdade.
Ela entra pela porta, com aquelas mesinhas portáteis de café da manhã. Torradas, suco de laranja, ovo mexido e duas aspirinas no canto superior direito. Você olha aquela cena e percebe como é bom estar solteiro novamente e pensa “welcome back. Você vai ser feliz”.
Atoooooooooooooro esse perigo de vcs!!!!
Soube dessa história… da parte verdadeira… ehehhehehe
kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Muito bom!!!!!!!!!!!!!
beijooooo
Chicó
Comentário por Manoela — 25/06/2009 @ 01:31
Chico,
Acho que ela cuidou do cidadão tão direitinho para poder ter certeza que teria um bis (com tudo que tivesse direito) desta vez sem pedir ajuda a Nossa-Senhora-da bicicletinha… hahahahha
Adorei xuxu.
beijo meu.
Comentário por Maria C. — 25/06/2009 @ 01:32
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Comentário por moreira — 25/06/2009 @ 10:06
ADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORO!!!
nao consigo parar de rir..
Chiquinho.., seeeempre mto bom!!!!
Comentário por Juliana G. — 25/06/2009 @ 10:20
pelo menos teve um cuidado no final, haha. Pra provar que alguma coisa foi válida
tu sabe do teu jogo de palavras, é legal isso.
Comentário por ellen — 25/06/2009 @ 11:51
Porra brow, duplo mortal carpado twist 360 graus no motel não funciona! É o Hipólito..
Just can’t get enough (The Saturdays versão Nouvelle Vague, Jimbow hoje está dormindo)
Comentário por Jimbow — 25/06/2009 @ 13:04
Nossa senhora da bicicletinha
ha ha ha
RIALTO aqui..que até vovó acordou!
Meldels chico..há quanto tempo nao tinhamos um texto bom assim?
A D O R E I
Mas essa menina nao existe ne?
Putaquepariu..o cara bebo, q fax papai e mamae e dorme? depois cai e se lasca todo! Que porra eh essa? eu deixava ele lá e ia embora!
Brincadeira..
Faria tudo q ela fex menos levar ele pra minha casa e dar cafe da manha nacama..
aguentaria pq ele estava enfermo porém.. deixaria ele na casa dele e iria embora..e mudaria d calçada toda vez q encontrasse esse porra!
amovc :*
Comentário por lais — 25/06/2009 @ 16:07
Comentário por Burrrn — 25/06/2009 @ 20:14
Que resenha ! Nossa senhor a bicicletinha fulerou !
hahahahaha
Comentário por Vital — 25/06/2009 @ 21:46
open bar é bronca, não tem nossa senhora da bicicletinha que aprume!
hahahahaha
beijoca.
Comentário por alice h. — 25/06/2009 @ 22:58
ninguem sabe brincar de open par, NINGUEEEM ! E sem esquecer que open bar + ex = merda. SEEEMPRE !
Tenho experiencias não muito agradaveis nesse quesito tbm
texto MUIIIITO bom, como sempre
Comentário por sá — 25/06/2009 @ 23:19
deveria escrever livros.. juro que comprava :*
Comentário por melissa carrazone — 26/06/2009 @ 02:05
Nossa senhora da bicicletinha é ótimo!!!!!
Me reconheci na metade dessa história!!
Comentário por Fernando Ubirajara — 26/06/2009 @ 04:37
hehehehehehe… é isso ai papi, esses contos são os melhores.
Comentário por zdnan — 26/06/2009 @ 15:05
Massa… Gostei do nossa senhora da bicicletinha : )
Comentário por Joao Marinho — 26/06/2009 @ 15:56
presenciei a elaboração desse texto heheheh
aonde tu vai parar chicooo uaheuahuah
Comentário por Ricardo — 27/06/2009 @ 04:54
Tb gostei da nossa senhora da biciletinha! É nova p mim kkkkkkkkkkkkkkk
que noite, ein?!
Comentário por Ana Cecília — 27/06/2009 @ 14:17
ahahahahahahahahahahahaha… criss de Risooooo com Deborah Aquiii!!!!!!! RESENHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA :p
AMEII o textoo!
beijO
Comentário por Deloar Olivera — 27/06/2009 @ 14:46
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk coitada é da enfermeira né! acha q vai sair no lucro pegando o cara… só tem é prejuizo hahahahahahahahaha
Comentário por Ju — 28/06/2009 @ 03:19
Meuuuu deussss que viiicio eh esse nesses textooo….
Nossa senha da biciclhetinha… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ri mtoooooo nessa parte….
Que coméddiiaaaa… que hilario tudo isso aquiii… ameiiii
viciei
Comentário por Lais Nogueira — 25/08/2009 @ 06:24